25 Anos da Companhia Olga Roriz
25 Anos de qualidade profissional e artística.
A Companhia Olga Roriz está hoje de parabéns. A 12 de Abril de 2020, celebra 25 anos de existência.

Por Veríssimo Dias - Companhia Olga Roriz, Attribution, Hiperligação
A Companhia Olga Roriz foi fundada em 1995, com o apoio financeiro do Ministério da Cultura / Instituto das Artes, e é dirigida pela coreógrafa Olga Roriz, que tem sido ao longo dos anos uma referência de qualidade profissional e artística no panorama da dança contemporânea.
«Agradeço a todos os maravilhosos artistas, equipas criativas e técnicas, produtores, professores, alunos e residentes que ajudaram a construir este percurso, e a torna-lo mais rico, mais belo e mais capaz. Um agradecimento especial ao público que nos acompanha desde o início assim como ao que nos viu pela primeira vez na nossa última criação.»
Olga Roriz
Todas as obras da coreógrafa Olga Roriz surgem carregadas de metáforas e imagens que fazem conviver mundano e inédito, amor e ausência, vida e morte, tragédia e humor e onde a fealdade não se mascara mas surge aos olhos com uma crua beleza e simplicidade.
Em dia de aniversário, recordo «Propriedade Privada», que Olga Roriz define como uma peça "politicamente incorrecta, agressiva, violenta, holocáustica”, e divulgada neste blog em 2015. Uma das suas peças mais fortes e mais reais.
Sobre o Corpo
Propriedade Privada é construída de uma matéria espessa proveniente da mistura de cimento, desejo, sonhos passados, mentiras, cal, jogos perversos, dor, uma câmara escondida, água, tempo que passa, sangue e perigo eminente.
Olga Roriz (Maio 1996)
Sobre a Alma
“A Alma já está farta de ficar confinada dentro de uma caixa, com orelhas e olhos do tamanho de moedas, feito de pele – só cicatrizes – cobrindo um esqueleto.”
Arseni Tarkovsky
Sobre o Crime
O crime é sermos demasiado pequenos ou demasiado grandes, é trairmos as nossas vontades, é esquecer quem somos e o que fazemos. O crime é esquecer a maldade, a doença e a fome. O crime é vestirmos seda sobre corpos de pedra, é virarmos a cara para não ver. O crime é também não chorar, não sofrer, não ter medo de morrer, de deixar morrer.
Olga Roriz (Maio 1996)
