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Músic(A)rtes

Music is the art that can calm the agitation of the soul

Esperança 🌎

18.09.14

9º Aniversário do CCVF

Temporada 2014/15 Guimarães Arte e Cultura.


Publicado por Ana

 

A caminho da celebração de uma década de dedicação à cultura, a programação do Centro Cultural Vila Flor – mas também de outros espaços cuja gestão é da responsabilidade d’ A Oficina (Plataforma das Artes e da Criatividade / Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Centro de Criação de Candoso e Espaço Oficina) – manterá o seu carácter transversal, através de propostas artísticas contemporâneas, regulares e diversificadas.

 

Na TEMPORADA 2014/2015, o Centro de Criação de Candoso continuará a ser a casa e o espaço de trabalho de vários artistas e companhias tais como André Mesquita da plataforma de dança Tok’art, João Martins, Inês de Carvalho, Miguel Fragata e Inês Barahona, Miguel Pereira, Nuno Cardoso da companhia Ao Cabo Teatro, Vitor Roriz e Sofia Dias, e a companhia Útero.

 

De destacar ainda a residência do Circus Next Lab que irá ocorrer entre 29 Setembro e 10 Outubro no Centro de Criação de Candoso e no qual participam 10 artistas de origem nacional e internacional, orientados por dois mentores: Jean Michel Guy e João Paulo Santos.

 

Após a intervenção recente que dotou este equipamento de uma nova Sala de Ensaios, o Centro de Criação de Candoso tem respondido, mais do que nunca, à necessidade de oferecer aos artistas as condições logísticas suficientes para que encontrem em Guimarães uma cidade preparada para ser parte fundamental do seu processo de criação e não apenas um local de apresentação.

 

Equipamento resultante de um investimento estratégico realizado no âmbito de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, o Centro de Criação de Candoso é uma resposta concludente à necessidade de transformar Guimarães numa cidade de criação.

 

Todos os artistas residentes no Centro de Criação de Candoso irão apresentar os seus espectáculos em Guimarães, muitos deles apoiados pelo Centro Cultural Vila Flor enquanto coprodutor.

 

As coproduções correspondem a um importante investimento na relação com o meio artístico que resultam num conjunto de apresentações finais como consequência dessa aposta no processo criativo. Trata-se de uma importante ponte que a cidade estabelece com o mundo, um nuclear investimento num perfil de atração de vários públicos que ajudam igualmente ao crescimento económico do meio.

 

Na temporada de 2014/2015, o Centro Cultural Vila Flor irá coproduzir um conjunto de espectáculos dos seguintes artistas e companhias: João Martins, Tok’art, Filipa Peraltinha, Máquina Agradável, Nuno Cardoso, Ponto Teatro, Radar 360, Rui Horta, Mala Voadora, John Romão, Victor Hugo Pontes, Jacinto Lucas Pires e Alma Palácios, Vítor Roriz e Sofia Dias.

 

Até ao final do ano de 2014, no que concerne às artes performativas, o Centro Cultural Vila Flor irá acolher a mais recente produção do Teatro Oficina, Círculo de Transformação em Espelho”, com texto de Annie Baker (entre os dias 02 e 05 de Outubro), bem como a nova criação de Rui Horta, “Hierarquia das Nuvens (18 de Outubro), o espectáculo “Cyrano de Bergerac”, com texto de Edmond Rostand, pela companhia Primeiros Sintomas (24 de Outubro), “Negócio Fechado”, da Companhia de Teatro de Almada (01 de Novembro), “Under”, da companhia Útero (22 de Novembro), a mais recente peça da companhia Cão Solteiro & Vasco Araújo, “Antológica” (05 de Dezembro), e o espectáculo “Quebra Nozes Quebra Nozes”, da Companhia Nacional de Bailado (28 de dezembro).

 

Em 2015, está prevista a apresentação do espectáculo “Tauberbach” do coreógrafo belga Alain Platel / les ballets C de la B (21 de Janeiro); “Teorema”, do ator e encenador John Romão (28 de Fevereiro); “Fall”, de Victor Hugo Pontes (21 de Março); a nova produção de Nuno Cardoso, “Racine” (09 de Maio); “Libretto”, de Jacinto Lucas Pires e Alma Palácios (16 de Maio); e “Satélites” de Sofia Dias e Vítor Roriz (30 de Maio). Em Fevereiro, entre os dias 05 e 14, o GUIdance voltará a marcar o calendário dos amantes da dança contemporânea.

 

Os espectáculos “Colligo” de João Martins, “432 Mhz” de Filipa Peraltinha, “A Tecedura do Caos” de Tânia Carvalho, bem como criações de André Mesquita, da Tok’art, Leandro Kees, Cristina Planas Leitão, Mara Andrade, e da companhia Máquina Agradável, farão parte do programa do GUIdance 2015.

 

O GUIdance cumpre assim um caminho de afirmação dentro deste universo, projetando a cidade como um palco essencial para o entendimento das principais visões criativas desta particular linguagem.

 

O Festival tem-se consolidado como um dos principais eventos do género na época de inverno, permitindo aos criadores uma oportunidade privilegiada para a estreia das suas criações, trabalhadas durante o período de Verão. Um contra ciclo importante no calendário artístico nacional para manter a promoção da dança contemporânea portuguesa ativa e também a criação de novos públicos.

 

No mês de Junho, os Festivais Gil Vicente irão concentrar em duas semanas (de 04 a 13 de Junho) uma redobrada chamada de atenção sobre o teatro e a importância deste exercício interpretativo e performático que nos instiga ao processo de reflexão sobre a vida. No âmbito dos Festivais Gil Vicente 2015 está já agendada a apresentação dos espectáculos “Deportados”, de Dinarte Branco e Nuno Costa Santos (04 de Junho), “Fausta”, de Pedro Gil e Tonan Quito (05 de Junho), nova criação do Teatro Oficina (06 de Junho), e “António e Cleópatra”, da companhia Mundo Perfeito (12 de Junho).

 

Durante o próximo semestre, o Teatro Oficina assenta a sua programação numa estratégia de coproduções, com criadores e estruturas com as quais encontramos afinidades criativas.

 

Procuramos a partilha de meios de produção, e uma procura comum de um maior impacto das peças no território nacional e internacional. O ano de 2015 começará a 31 de Janeiro com a estreia do espetáculo “A Vida é Sonho”, de Calderón de La Barca, coproduzido com a companhia João Garcia Miguel.

 

Em Junho, no âmbito dos Festivais Gil Vicente, o Teatro Oficina apresentará uma nova criação. Na temporada de 2014/2015, o Teatro Oficina mantém ainda a forte aposta na formação teatral através das Turmas de Iniciação Teatral. Este ano “letivo” terminará com um grande espectáculo de auditório, reunindo todas as turmas numa única produção.

 

Esta ideia, já há muito desejada por aqueles que há mais tempo acompanham o Teatro Oficina, é uma consequência do crescimento e solidez do grupo de alunos da denominada “Turma de Criação”, que funcionará como base deste espectáculo. As aulas continuarão a ser lecionadas pelos atores do Teatro Oficina, numa relação de proximidade com a direção artística e, para a encenação do espectáculo final, o Teatro Oficina contará com um encenador convidado que trabalhará de Março a Maio com toda a equipa.

 

O caráter festivo de uma peça de auditório será certamente um momento de encontro entre a cidade e os atores das Turmas de Iniciação Teatral, mas a atividade do ano não perderá os princípios de criação de códigos de leitura do Teatro, com uma especial ênfase este ano no desenvolvimento das capacidades de movimento e voz dos participantes.

 

No que diz respeito à área da música, no próximo dia 01 de Outubro o Centro Cultural Vila Flor será palco para um concerto da Orquestra do Norte, acompanhada ao piano por Artur Pizarro, sob a batuta de Nuno Côrte-Real, que comemorará o Dia Mundial da Música. No dia 04 de Outubro, no âmbito das comemorações dos seus 40 anos, também a Orquestra da Universidade do Minho irá brindar o público vimaranense com um concerto de grande qualidade artística, onde será estreada a obra Sinfonia nº 6 “Uminho” escrita para a efeméride por António Vitorino d’Almeida e dirigida pelo conceituado compositor e maestro.

 

O próximo mês de Novembro será sinónimo de mais uma edição do Guimarães Jazz. Em 2014, o Guimarães Jazz completa a 23ª etapa de uma longa história de divulgação do jazz ao público português, confirmando-o como um caso raro de longevidade, persistência e capacidade de implantação na muitas vezes instável e precária paisagem cultural nacional, e afirmando-o simultaneamente como um evento no qual se conseguem construir pontes temporais, estéticas e geográficas.

 

O programa do Guimarães Jazz 2014 é o reflexo de uma identidade alicerçada e consolidada no compromisso entre tradição e vanguarda, rutura e citação. O equilíbrio do alinhamento dificulta a escolha dos elementos em destaque, pelo que é a força e a coerência deste conjunto de propostas o elemento a reter desta edição.

 

David Murray, James Carter, Adrián Oropeza, Theo Bleckmann, Reut Regev, Uri Caine, Lee Konitz, Trondheim Jazz Orchestra com Eirik Hegdal e Joshua Redman são apenas alguns dos nomes que compõem o cartaz do Guimarães Jazz 2014 que se realiza de 06 a 15 de Novembro.

 

Recordamos ainda que o ciclo Histórias de Jazz em Portugal, da autoria de António Curvelo e Manuel Jorge Veloso, e coprodução do Hot Clube de Portugal e do Centro Cultural Vila Flor, que teve início em janeiro de 2014, irá prolongar-se até maio de 2015.

 

Carlos Azevedo (Outubro 2014), André Fernandes e João Paulo Esteves da Silva (Novembro 2014), Carlos Bica (Dezembro 2014), José Pedro Coelho (Janeiro 2015), Gonçalo Moreira (Fevereiro 2015), Nelson Cascais (Março 2015), André Sousa Machado (Abril 2015) e Pedro Moreira (Maio 2015) serão os músicos-pivots das sessões programadas para a próxima temporada.

 

Ainda na música, o Café Concerto do CCVF manterá a sua característica de espaço de apresentação regular, numa lógica de validação dos novos projetos nacionais e internacionais, no âmbito das novas tendências da música de carácter autoral. Esta filosofia de programação tem contribuído para a fidelização de um público jovem com frequência assídua no Centro Cultural Vila Flor, bem como a gravitação dessa massa crítica à volta das restantes propostas programáticas.

 

Até ao final deste ano, pelo Café Concerto do CCVF vão passar os projetos Sequin, ARLT com Thomas Bonvalet, Blac Koyote, Pedro Lucas, Filipe Catto, The Fresh and Onlys, e Estilhaços.

 

No início de 2015, o Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor irá acolher um concerto da Banda do Mar, novo projeto do Marcelo Camelo, Malu Magalhães e Fred Ferreira (21 de Fevereiro), e do Sexteto de Lisboa (23 de Maio).

 

Entre 09 e 18 de Abril, realiza-se a 2ª edição do WestWay Lab Festival. Dono de um formato inovador, original e distinto, o WestWay Lab Festival é uma plataforma colaborativa, um laboratório vivo e orgânico, de experimentação e estímulo à criatividade que pretende reunir, numa mesma cidade, artistas consagrados e emergentes, internacionais e nacionais, durante duas semanas de criação musical, de vídeo, intervenção urbana, arquitetura e pensamento por via do desenvolvimento de atividades como residências artísticas, oficinas criativas, showcases, concertos, workshops, masterclasses e talks.

 

Prosseguindo o trabalho que tem sido desenvolvido ao longo dos últimos anos, na temporada 2014/15 o Serviço Educativo mantém as premissas fundamentais que norteiam o seu trabalho. Rigor e informalidade no contacto com as obras, os artistas e os processos de criação pensando, quer no público familiar, quer no público escolar, quer nos jovens. Expansão do triângulo VER – FAZER – PENSAR, indispensável em qualquer processo de educação artística.

 

Continuação do LURA – jornal de Artes e Educação. Mantém-se o apoio à criação e coprodução de espectáculos, tais como “Fábulas Elementares”, de Patrícia Portela – teatro-laboratório científico, que apela à consciência ambiental e social, a partir de uma crítica à nossa total dependência das substâncias raras que constituem os objetos mais banais do quotidiano, em Novembro, ou “Linhas de Newton” – o novo projeto de Aldara Bizarro, que tem estreia em Guimarães e se apresenta a 12 e 13 de Dezembro.

 

Destaque ainda para as estreias de “O que é uma coisa é?”, de Inês de Carvalho, espectáculo para a primeira infância criado a convite do Serviço Educativo, em que a cenografia e o som são a engrenagem de um percurso teatral sensorial, em outubro, e “Fall”, a nova criação de Victor Hugo Pontes para crianças, sobre a força da gravidade e como ela é uma metáfora do universo humano, em Março de 2015.

 

Também em 2015, “A Grande Invasão”, de Caroline Bergeron, uma história de ficção científica sobre sereias, ou “The Wall”, da dupla Inês Barahona e Miguel Fragata, desta vez num espectáculo que fala das diferenças com que tratamos crianças e adultos, muitas vezes separados por um muro.

 

Mantém-se também o trabalho sistematizado em torno dos programas expositivos do Centro Internacional das Artes José de Guimarães e do Palácio Vila Flor, através de visitas orientadas, oficinas e conversas e do já conhecido Vai e Vem (visita às exposições, seguida de oficina na escola, que oferecemos às escolas de Guimarães).

 

É preciso destacar, neste âmbito, o projeto A Arte como Farol, concebido e orientado por Magda Henriques para estudantes do ensino secundário – um conjunto de oficinas de debate a partir de imagens, textos e música em que as artes são apresentadas como forma singular de expressão, pensamento e atuação fundamentais para o ser humano; e o Gabinete de Desenho – um projeto piloto no ensino do desenho, em que se pretende criar sinergias entre os professores/ alunos de artes das escolas secundárias do concelho de Guimarães e professores universitários e artistas dedicados a esta disciplina nuclear, com orientação de Nuno Faria – neste projeto as escolas são convidadas a desenhar os espaços e peças patentes no CIAJG e a acolher aulas de desenho no seu espaço.

 

Serão reforçadas as ações em torno da programação regular, quer com o programa de conversas Há conversa com… quer com uma ligação estreita com o CCC – Centro de Criação de Candoso e a dinamização de encontros regulares com os artistas em residência.

 

Por último, a criação do Mais Dois - Programa de aprendizagem em artes performativas, em parceria com a CMG, um dos raros projetos do género a nível nacional, destinado às crianças do 1º ciclo, que se concretiza no âmbito das Atividades de Enriquecimento Curricular. Este programa, para além das habituais aulas em espaço escolar, inclui o visionamento regular de espectáculos e a coordenação de Vera Santos, bailarina e investigadora.

 

O ano de 2015 será também marcado por uma programação regular, plural e transversal do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), fundada nas questões já materializadas nas exposições que estiveram patentes durante o ano de 2014.

 

O CIAJG vai encerrar o seu primeiro ano de programação regular da mais entusiasmante das formas: apresentando, em outubro, o projeto mais significativo de um dos mais relevantes artistas portugueses contemporâneos, “Parque de Ricardo Jacinto, e dando a conhecer todo um pedaço de história desconhecido da chamada Escola do Porto de Arquitectura, com a exposição “Escola do Porto: lado B / Uma história oral (1968-1978)”.

 

Antes de terminar o ano, em Dezembro, teremos mais uma edição dos Encontros para Além da História” e, nesse âmbito, a inauguração da exposição “Rituais com Máscaras: uma face-a-face”, em que se encontram as máscaras africanas da coleção do CIAJG/José de Guimarães com as máscaras portuguesas de Trás-os-Montes.

 

Fechamos um ano em que quisemos marcar a diferença ao nível de uma proposta de programação institucional aberta a cruzamentos e diálogos entre disciplinas e diferentes épocas da história da arte, em que propusemos e estabelecemos parcerias a outras instituições da cidade e do país. 2015 marcará uma forte aposta no trabalho e apresentação da coleção de José de Guimarães que constitui o nosso valioso espólio, apresentando novas peças e núcleos escolhidos.

 

Destacamos também a forte aposta que este ano faremos na apresentação do trabalho de artistas portugueses que vêm, com maior ou menor visibilidade, desenvolvendo percursos sólidos, tais como Filipa César e Vasco Araújo, ou João Grama e Francisco Janes. Ainda no âmbito das artes visuais, no último trimestre deste ano, o Palácio Vila Flor irá acolher a exposição de fotografia “Rien”, de André Cepeda.

 

No início de 2015, será apresentada uma exposição dedicada ao Laboratório das Artes e ao seu trabalho na cidade enquanto coletivo artístico. No mês de Abril será inaugurada uma exposição individual do artista Paulo Mendes e, em Setembro, do artista vimaranense Carlos Lobo.

 

Também os Laboratórios Criativos instalados na Plataforma das Artes e da Criatividade prosseguirão a sua missão de promover o empreendedorismo e potenciar o surgimento de uma nova economia criativa, contribuindo para o posicionamento da cidade de Guimarães enquanto importante pólo de criatividade e conhecimento, ao nível regional e nacional.

 

No próximo ano, terão também seguimento outros eventos, no âmbito da programação em espaço público, como a Noite Branca (em Julho).