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Músic(A)rtes

Blog de divulgação de Artistas e Artes.

19
Mar20

«Os Templários em Portugal e nas Cruzadas» de Lídio Lopes

Já disponível para pré-encomenda.

O lançamento do livro «Os Templários em Portugal e nas Cruzadas», de Lídio Lopes, foi adiado para nova data, encontrando-se disponível para pré-encomenda no site da Zéfiro, aqui.

 

«Os Templários em Portugal e nas Cruzadas» de Lídio Lopes

 

A História dos Cavaleiros do Templo de Salmão

de Lídio Lopes

UMA VISÃO AMPLA E DETALHADA DA VIDA E OBRA DOS MONGES-CAVALEIROS

A Ordem do Templo marcou de forma profunda a história do nascimento de Portugal e teve um papel primordial nas operações militares das Cruzadas à Terra Santa, onde foi fundada. Este período da época medieval, com todos os seus ingredientes, razões e causas, é um momento fascinante da nossa história.

Neste livro aborda-se uma série de temas, como a origem dos Templários – com Hugues de Payens e a influência de São Bernardo de Claraval –, a vida quotidiana dos monges guerreiros, os cargos, as relações com a Igreja, os seus mestres, os combates em que se envolveram, o seu fardamento, os seus símbolos, as lendas, os mitos e as relíquias com eles relacionadas, as comendas e os seus castelos, os vestígios gravados na pedra e os escritos depositados nos arquivos da época – das certezas próprias do que se espelha nos documentos originais, às interpretações de cada um –, para além de uma cronologia das Cruzadas na Europa, na Terra Santa e em Portugal, em matérias que se cruzam com os Templários, espelhadas com objectivas notas telegráficas que melhor esclarecem a acção, no seu tempo exacto de acontecimento.

Um estudo amplo e abrangente para que o leitor possa consolidar uma ideia, a sua ideia, sobre os homens que, num determinado tempo preciso, vestiram de branco, carregaram uma cruz vermelha junto ao coração e que, combatendo sem quartel, não estando autorizados a fugir ou a render-se perante o inimigo, tudo por «Cristo», morriam em terras estranhas em defesa da Cristandade, da Fé e da Cruz e que, no seu final, acabaram por ser considerados hereges que repudiavam e cuspiam nessa mesma Cruz.

 

«Numa operação relâmpago, depois de terem saqueado povoações e castelos, desde o Algarve até ao Ribatejo, passando por todo o Alentejo, as forças muçulmanas enviadas pelo Rei de Marrocos Abu Yaqub Yusuf, para a reconquista dos territórios perdidos na península ibérica, chegaram ao castelo de Tomar, depois de terem executado e decapitado todos os monges da Igreja de Santa Maria da Alcáçova, em Santarém e de terem conquistado Torres Novas.

Os muçulmanos, liderados por Jacob Almançor, cercaram Tomar com cerca de novecentos guerreiros mouros. No castelo estavam cerca de duas centenas de defensores, sendo a sua maioria Cavaleiros Templários, liderados pelo seu velho Mestre Provincial em Portugal, fr. Gualdim Pais, com setenta e dois anos. Haviam sido avisados da aproximação dos muçulmanos pelos alertas das sentinelas de torre de atalaia [vigia], que se situavam entre os castelos de Almourol e de Tomar.

Durante seis dias, entre várias tentativas de entrar no espaço fortificado, foram saqueados todos os campos em redor do castelo. Os mouros queriam penetrar na área fortificada pela porta de Almedina, que dá, nos dias de hoje, para a mata dos Sete Montes e que, nesse tempo, dava acesso directo à vila dentro de muralhas.

 

Os Templários, no interior da muralha, ameaçados de morte pela fome, sem poderem receber quaisquer reforços, nem poderem usar os seus cavalos, ouvem fr. Gualdim Pais, já um velho de setenta e dois anos, ordenar o que ninguém pensava ouvir: “Abram os portões”.

O acesso ao interior, após ter ultrapassado a porta, é bastante íngreme e entre muros, numa subida que só prejudica a progressão do assaltante. Fr. Gualdim Pais e os seus Cavaleiros Templários carregaram a pé sobre os muçulmanos.

Reza a história que, quando a espada dos Templários se cruzou com o sabre dos sarracenos, se ouviu gritar: “Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini Tuo da gloriam” [“Não por nós Senhor, não por nós, mas pela tua Glória”].

A mortandade foi tanta junto à porta de Almedina e tanto sangue mouro foi derramado que, desde esse dia, a porta da traição, em Tomar, ficou conhecida como “as portas do sangue”.

Travado o ataque mouro, era tempo de repelir as forças muçulmanas, de novo, para sul, numa reconquista de território que se ficou a dever, sem dúvida, à bravura e à coragem dos Cavaleiros Templários e do seu Mestre fr. Gualdim Pais.»

 

 

Lídio Lopes

 

Lídio Lopes nasceu em Braga, em 1962, tendo residido em Coimbra, na Figueira da Foz e, agora, em Samora Correia. Dedica-se a diversas actividades, focando especialmente a sua atenção pessoal e profissional na área da segurança e da protecção civil. Mestre em Direito e Segurança, é Secretário-Executivo do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, Presidente da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, Presidente do Conselho Fiscal da Liga de Bombeiros Portugueses e, profissionalmente, responsável pela área da segurança de pessoas e bens na Santa Casa de Misericórdia de Lisboa.

Com dezenas de textos publicados em jornais e revistas, tem seis livros publicados, sublinhando-se a sua paixão pela fotografia e a sua especialidade em Protocolo Oficial, especialmente o autárquico.

Dedica-se à investigação da temática templária há vários anos, como autodidacta, revelando-se um profundo conhecedor da mesma e tendo participação activa na OSMTH-GPP.

 

 

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