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Músic(A)rtes

Artes.

23
Abr13

Sebastião Antunes & A Quadrilha

Uma celebração de 20 anos de carreira, dia 8 de Junho no CCB.

Sebastião Antunes

 

O objectivo de Sebastião Antunes, mentor do que em tempos foram os "Peace Makers" e que, desde 1991, deu origem ao grupo Quadrilha, é fazer a fusão entre formas próprias da tradição portuguesa e uma certa sonoridade Celta. Por outro lado, tem uma preocupação – fazer chegar a música popular às classes etárias mais novas.

Segundo o próprio, é muito importante que os jovens se identifiquem com a sua música e, acima de tudo, que sintam que é algo que lhes pertence. A música da Quadrilha tem base em formas simples, tão simples quanto os motivos das suas canções. O modo descritivo expresso nas suas letras, remete cada verso para uma parte da história que está a ser co(a)ntada. Em alguns casos, como alguém já referiu, faz até lembrar o estilo do escritor Miguel Torga.

No entanto, a maneira como o demonstram revela um apego à alma e está repleta de sentimentos: os homens do mar e as suas crenças, as gentes da terra e as suas lendas, as histórias contadas à lareira, as moças brejeiras, as sortes da lua, os encantos da noite. São algumas das muitas razões que levam estes amantes da música popular portuguesa a fazer a festa onde quer que sejam chamados.

A Quadrilha vai fazendo histórias que reforçam a crença numa terra que tem tudo para nos dar. Umas vezes em tom de grande folia, outras na ternura e na calma de uma balada, mas sempre com o som único da banda. Ao vivo, o espectáculo da Quadrilha transpira alegria e emoção. Quando a Quadrilha entra em palco é para pôr todos a dançar e a beber, a ouvir, pular e cantar e... a namorar.

O primeiro disco, “Contos de Fragas e Pragas”, editado em 92, representa a concretização de Sebastião Antunes ter o seu próprio projecto. Três anos mais tarde, a confirmação de que o grupo poderia crescer vem com o segundo disco, “Até o Diabo se Ria”. Este crescimento, aliás, acentua-se ainda mais com o “Entre Luas”, o terceiro disco, no qual a Quadrilha se define melhor em termos sonoros, já que os instrumentos utilizados contribuem para o conceito musical que Sebastião tinha em mente.

Misto de sonoridades inebriantes onde se destacam a voz, o violino, a concertina e as flautas, sobre uma base rítmica forte, a Quadrilha consegue aliar às melodias tradicionais a modernidade e sonoridade derivadas da “pop."

No inicio de 2000, surge o novo disco “Quarto Crescente”, com produção de Guilherme Inês. A grande diferença em relação aos discos anteriores é a sonoridade que para além da introdução de instrumentos como a sanfona, a gaita de foles e a harpa celta, parte, também, de uma nova formação: dos cinco elementos do grupo, três deles são novos e de áreas tão diferentes como o jazz, a música clássica e a dance music. É um trabalho coeso e apaixonante que evidencia a maturidade alcançada pela banda após largos anos de palcos e estúdios.

Em Novembro de 2003 a Quadrilha lança no mercado o seu novo disco "A cor da Vontade". Mais interventivo, mais maduro, mantém a solidez de uma base acústica inspirada nas raízes celtas. As canções, essas, umas vezes são interpretadas em tom de grande folia, outras traduzem-se na ternura e na calma de uma balada, mas sempre com o som único da banda.

Oriundos dos mais diversos lugares como Escócia ou Holanda, por exemplo, e de áreas musicais tão diferentes como o jazz, a música clássica, a “pop”, são estes músicos que também contribuem para que ao vivo, no espectáculo da Quadrilha, se respire uma universalidade de sons enriquecedores. Quando a Quadrilha entra em palco é para pôr todos em festa.

Em finais de 2006, após gravações em Janeiro, em Almada, a Quadrilha lança o seu tão esperado disco ao vivo. "Deixa que aconteça" é o título de marca que nos presenteia com a história de uma carreira. Com este disco, editado pela V&A, estamos perante um recomeço: um acréscimo de responsabilidade pois o mundo actual exige uma atenção especial aos temas que preocupam esta “Aldeia Global”, aos quais Sebastião Antunes está atento. A outra revelação é o seu desempenho como produtor musical.

Com este novo disco, o líder da Quadrilha arrisca numa nova área não só pela sua experiência mas também pelo facto de poder estar mais próximo do resultado sonoro final.

Em 2012 Sebastião Antunes & Quadrilha apresenta “Com um Abraço” Sebastião Antunes (a solo) e com a Quadrilha, numa verdadeira celebração de tradições, transformando as noites em festa, onde a fusão entre a tradição portuguesa, a música de raiz celta e os aromas do Norte de África não deixam ninguém indiferente.

 

As canções são sempre canções mas a maior parte das vezes são inquietas e pedem mais qualquer coisa. Entre caminhos trocados e clareiras entreabertas, surgiu a ideia de convidar gente que quisesse partilhar este abraço. Gente que veio de fora mas que é de cá. Não para que nos trouxessem as suas tradições mas para que nos ajudassem com a sua maneira de interpretar.

Assim, nasceu a ideia de fazer um disco em que os convidados são, na sua quase totalidade, músicos que não sendo portugueses vivem em Portugal e nos quiseram aconchegar com o seu abraço. E lá pedimos a cada um, que à sua maneira, nos emprestasse um bocadinho da sua criatividade e deixasse em cada tema um sorriso ao qual nós respondemos com um grande bem haja”.

 

Discografia:

Com um Abraço, V&A, 2012

Cá Dentro, V&A, 2009 (Acustic)

Deixa que Aconteça (live), V&A/Ovação, 2006

A Cor da Vontade, V&A, 2003

Quarto Crescente, Ovação, 2000

Entre Luas, Ovação, 1997

Até o Diabo de Ria, Polygram, 1995

Contos de Fragas e Pragas, Ovação, 1992

 

Sebastião Antunes celebra, neste concerto, 20 anos de carreira com a Quadrilha, e 25 com os Peace Makers. Partilha momentos actuais, marca reencontros, e percorre uma história que cruza sentimentos, junta influências, amigos e a alegria da partilha.

Recorda os caminhos trilhados, em nome das paixões, que as cantigas nos despertam. A noite de 08 de Junho, no CCB, é de celebração e Sebastião Antunes convida alguns amigos para, com ele, fazerem a festa.

Para partilhar o palco com Sebastião Antunes estão, entre outros, Galandum Galundaina, Sara Vidal e Miguel Quitério, que colaboraram no seu no mais recente disco 'Com Um Abraço'. Uma noite especial, que se pretende, de alegria.

 

Bilhetes à venda no CCB, 12.50Є / 15.00Є

 

 

Publicado por Music(A)rtes