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Músic(A)rtes

Artes.

29
Set14

Teatro Oficina

No palco do Centro Cultural Vila Flor em Guimarães.

 

Depois da estreia, no passado mês de Julho, no âmbito da 31ª edição do Festival de Teatro de Almada, “Círculo de Transformação em Espelho”, a mais recente produção do Teatro Oficina, vai estar em cena no Centro Cultural Vila Flor.

O Teatro Oficina, companhia vimaranense, apresenta, assim, a sua última criação em casa. Para ver (e participar) de 02 a 05 de Outubro. Numa pequena cidade, a abertura de um curso de teatro desperta o interesse de um carpinteiro recentemente divorciado, de uma estudante de liceu, de uma antiga atriz e do próprio marido da professora, que nele se inscrevem, compondo a mais improvável das turmas.

Como num divertido filme indie que progressivamente se revela, os participantes realizam os imaginativos (e, por vezes, estranhos) exercícios teatrais pensados pela professora, sem se aperceberem de que, à medida que a sua relação evolui, as atividades letivas aparentemente inconsequentes dão lugar a dramas reais, de que são os protagonistas.

Círculo de Transformação em Espelho”, de Annie Baker, é uma peça com um título complicado para explicar uma coisa simples. Cinco atores, num exercício teatral, convidam o público a participar e todos são testemunhas e vítimas de uma transformação comum, que a linguagem elementar de Annie Baker sugere, e que é definidora do sentido do teatro.

Círculo de Transformação em Espelho” estreou em 2009, vencendo o Prémio Obie para melhor peça de teatro americana em 2010 e foi nomeada para os reputados Drama Desk Award, prémios que reconhecem a excelência das peças apresentadas nos palcos de Nova Iorque para as categorias de Melhor Peça e Melhor Encenador.

A estreia europeia da peça aconteceu em Londres, em Julho de 2013, no Rose Lipman Building. A peça recebeu excelentes críticas dos mais conceituados jornais. O New York Times considerou a peça “absorvente e com um humor afiado”. O jornal britânico The Guardian mostrou-se espantado com a sensibilidade de Baker, referindo tratar-se de “uma peça introspetiva sobre pessoas introvertidas”.

O mesmo jornal The Guardian não poupou elogios à adaptação apresentada agora pelo Teatro Oficina. A peça foi aclamada pelo crítico Andrew Haydon que afirmou que “foi o ponto alto do Festival de Teatro de Almada (...). A produção da peça de culto de Annie Baker, ‘Círculo de Transformação em Espelho’, adaptada pela companhia Teatro Oficina, resultou maravilhosamente.”.

Annie Baker tem um currículo invejável apesar da sua tenra idade para estas andanças. Aos 33 anos, todas as suas peças foram um enorme sucesso. Trata-se de uma escritora irresistível e foi por isso muito claro para Marcos Barbosa, diretor artístico do Teatro Oficina e responsável por esta encenação, que teria de trabalhar uma peça sua.

Marcos Barbosa confessa que teve um primeiro impulso de encenar “The Flick”, da mesma autora, que venceu este ano o prémio Pulitzer. No entanto, explica que decidiu escolher a peça “Círculo de Transformação em Espelho” por se tratar “de um teatro que procura uma maior proximidade com o público, não na tentação da espetacularidade, mas de uma procura da verdade na relação corpo-silêncio-palavra. Ou seja, vem do nosso último Shakespeare, da vertigem da linguagem, que aqui se transforma num teatro de silêncios cortados por palavras que invadem este círculo e nos obrigam a uma alteração nas relações.

Depois da encenação de textos de Will Eno, Jenny Schawrtz e Sheila Callaghan, com esta peça o Teatro Oficina prossegue o caminho de partilha com o teatro português daquilo que de novo e relevante se vai escrevendo noutras paragens. Com encenação de Marcos Barbosa, tradução de Manuel Neto, cenografia de Ricardo Preto, desenho de luz de Pedro Vieira de Carvalho, figurinos de Susana Abreu e sonoplastia de Pedro Lima, a peça conta com a interpretação de Alheli Guerrero, André Júlio Teixeira, Diana Sá, Emílio Gomes e Teresa Coimbra.

Círculo de Transformação em Espelho” vai estar em cena de 02 a 05 de Outubro, no CCVF, com sessões às 15h30 (na quinta e sexta-feira), bem como às 21h30 (de quinta a sábado) e às 17h00 (no domingo).

 

Os bilhetes podem ser adquiridos na bilheteira do Centro Cultural Vila Flor, da Plataforma das Artes e da Criatividade, bem como nas lojas Fnac, El Corte Inglês e Worten, entre outros pontos de vendas, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bilheteiraonline.pt.

 

 

 

Fonte e inf:

www.ccvf.pt

 

Publicado por Music(A)rtes